A doença de Fabry (também denominada como a doença de Anderson-Fabry) é uma doença de depósito lisossômico, ligada ao cromossoma X, que está como pessoas com deficiência ou ausência da enzima lisossômica α-galactosidase A. A redução ou ausência da atividade da enzima the cells of acumulations progress of glicoesfingolipides (membrane nucleics of the cells) in partícula from the cells of multiple nucleos (core nucleico, rins, heart, eye and system nervous), with the consequente the latest disease.

The inventory of glicoesfingolipídeos in cells that composing the sanguineos vasculares vá criar saliências no interior dos vasos que causam estreitamentos e dilatações. Assim, o calor tem maior resistência ao circular, podendo haver um morte desses vasos. A acumulação de glicoesfingolipídeos nas células de vários leva, por sua vez, ao aumento das células, provocando um mau funcionamento desses órgãos.

Existem, no entanto, 300 mutações que levam à falta da enzima lisossômica α-galactosidase mas os maioria dos casos é hereditário.

Todas as filhas de uma pessoa do género masculino serão portadoras, uma vez que elas herdarão o X que tem a mutação do seu pai. No entanto, nenhum dos seus filhos herdará a doença, já que eles vão herdar o cromossoma Y do seu pai e não o X. Metade dos filhos de uma portadora terá a doença, uma vez que ela tem um cromossoma X com a mutação e outro sem mutação. Por outro lado, metade das suas filhas será portadora pelo mesmo motivo. Concluindo, a Doença de Fabry estará muito mais presente em pessoas do sexo masculino.

Epidemiologia

A Doença de Fabry é rara e quase exclusiva do sexo masculino, apresentando uma prevalência estimada de 1 caso em 40000 de homens. A expressão da doença em mulheres varia: tanto podem não ter qualquer sintoma como apresentarem sintomas tão graves quanto os que ocorrem nos homens. No entanto, é possível que existam mais casos que não estão contabilizados devido aos diagnósticos mal realizados. Esta doença é mais frequente na raça branca, mas pode surgir em todas as raças e é, essencialmente, uma doença que aparece na fase adulta.

Quando a diálise e o transplante renal não eram realizados, a insuficiência renal era a principal causa de morte e a expectativa de vida era de 41 anos. Agora, as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares são as maiores responsáveis pela morte das pessoas. Avaliando estes dados, se o diagnóstico for rápido e precoce, torna-se possível melhorar a qualidade de vida dos doentes, prevenindo uma falha dos órgãos e a morte, através de medidas terapêuticas.

Sinais e Sintomas

Os sintomas podem surgir na infância e adolescência, sendo que o sintoma principal e mais evidente da Doença de Fabry é a parestesia crónica a nível das mãos e pés. Trata-se de uma dor ardente (acompanhada por sensações de formigueiro), que pode ser por intervalos ou contínua, e que pode propagar-se para as áreas vizinhas. Este sintoma que começa na infância continua na idade adulta e, em alguns casos, leva à depressão e até mesmo a tentativas de suicídio. As crises de Fabry são frequentes. Estas crises são episódios de dor aguda que duram desde minutos até dias e são desencadeadas por situações de stress, cansaço, outras doenças, aumento da temperatura externa e exercício físico. Tanto as parestesias como a dor tendem a desaparecer com o passar do tempo, devido à destruição de nervos.

Como a Doença de Fabry pode afectar quer os vasos sanguíneos quer vários órgãos, é possível existir uma vasta gama de sinais e sintomas associados a muitos órgãos:

  • A nível cardiovascular: hipertensão arterial, hipertrofia ventricular esquerda, angina de peito, isquemia do miocárdio, insuficiência da válvula mitral, dilatação da aorta e arritmias.
  • A nível renal: hipertensão arterial, poliúria, proteinúria e hematúria com evolução para insuficiência renal crónica.
  • A nível cerebrovascular: acidente vascular cerebral (AVC), dificuldades auditivas (hipoacusia), sensoriais e vestibulares (vertigens e zumbidos).
  • A nível dos olhos: dilatações e tortuosidades vasculares (particularmente evidentes na conjuntiva), alterações na retina, lesões do cristalino e córnea verticilata (manchas amareladas com uma ou mais linhas que irradiam em direcção ao centro da córnea).
  • A nível gastrointestinal: diarreia, náuseas, vómitos, dor após ingerir alimentos, má absorção e falência do pâncreas.
  • A nível da face: lóbulos das orelhas proeminentes, sobrancelhas espessas, fronte deprimida, ângulo do nariz pronunciado, nariz grande e ponte e base nasal larga.
  • A nível da boca: sensação de boca seca, eritema e inchaço das papilas fungiformes.
  • A nível psiquiátrico: depressão, ideação suicida e demência.

Existem outros sintomas possíveis: maior incidência de hipotireoidismo, obstrução das vias aéreas, osteopenia e consequente osteoporose e anemia.

Diagnóstico

O diagnóstico é difícil quando a história familiar é negativa para a doença. Da Doença de Fabry, por se tratar de uma doença rara, tem-se pouco conhecimento das manifestações e da sua evolução clínica. Deste modo, é frequente que as pessoas passem por diversos médicos e tenham diagnósticos errados ou tardiamente diagnosticados. Em ambos os sexos passam cerca de 12 anos entre o início dos sintomas e o estabelecimento do diagnóstico.

Quando se suspeita do diagnóstico de Doença de Farby, a pesquisa da história familiar é essencial uma vez que grande parte dos casos são hereditários. No entanto, a ausência de doença noutros membros da família não invalida o diagnóstico, uma vez que as mutações são possíveis.

Em homens, o diagnóstico definitivo é feito através da determinação dos níveis da enzima lisossômica α-galactosidase A em lágrimas, plasma, leucócitos, cultura de fibroblastos cutâneos ou gotas de sangue seco colhidas em papel-filtro. Nas mulheres é comum que os resultados da dosagem da actividade da enzima estejam dentro dos valores de referência. Portanto, o diagnóstico definitivo necessita da identificação da mutação familiar específica no gene da enzima lisossômica α-galactosidase A a partir de estudos de biologia molecular e/ou pode ser realizado através da presença da córnea verticilata. Aliás, a avaliação ocular tem sido, em várias pessoas, o maior contributo para o diagnóstico.

Tratamento

Após se confirmar o diagnóstico da Doença de Fabry, o doente e os seus familiares devem receber aconselhamento genético e o tratamento requer uma equipa multidisciplinar experiente no assunto, devendo explicar-se sempre os exames disponíveis e as implicações da doença.

A terapia engloba tratamentos de suporte e tratamentos específicos. O tratamento de suporte serve para controlar os sintomas e sinais presentes e, geralmente, complementa a terapia específica. A título de exemplo, para se prevenir as doenças cerebrovasculares, utiliza-se medicação antiplaquetária ou anticoagulantes e a nível renal controla-se a hipertensão arterial, poderá iniciar-se diálise ou até ser necessário um transplante renal.

O principal tratamento específico é a terapia de reposição enzimática, onde se repõem as enzimas alfa-galactosidade A e beta-galactosidade A a cada 15 dias. A tolerância é normalmente boa e a finalidade é prevenir o progresso da doença nos doentes jovens e evitar ou reverter o avanço nos doentes mais velhos. A terapia genética é uma técnica que propõe o tratamento definitivo da doença, estando em fase experimental.

Quando a doença não é tratada, a expectativa de vida geralmente é reduzida entre 15 a 20 anos, sendo a morte causada, maioritariamente, devido à doença cardíaca, acidente vascular cerebral e falência dos rins.

 

 

Referências Bibliográficas: [1]. BOGGIO, Paula [et al.] – Doença de Fabry. Anais Brasileiros de Dermatologia. ISSN 1806-4841. Vol. 84, nº 4 (2009), p. 367-376

[2] CORDEIRO, Cynthia [e outros] – Córnea verticilata – marcador clínico da doença de Fabry: relato de caso. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia. ISSN 0004-2749. Vol. 70, nº4 (2007), p. 701-705

[3] SOUZA, Mónica [et al.] – Medicamentos de alto custo para doenças raras no Brasil: o exemplo das doenças lisossômicas. Ciência & Saúde Coletiva. [Em linha] vol. 15, supl. 3 (2010), p. 3443-3454 [Consultar. 12 fora. 2013]. Disponível em URL: http://www.scielo.br/pdf/csc/v15s3/v15s3a19.pdf

Fonte: www.portaldadialise.com